KIT EXÍLIO e METAFÍSICA
Exílio e Missão: Um guia de combate espiritual para a vida universitária
Sinopse: Há livros que informam. Outros formam. Alguns poucos, porém, despertam para o combate. Exílio e Missão pertence a esta última categoria.
O Pe. Douglas Renato Oliveira Navarro escreve a partir de dentro do campo de batalha. Seu ministério à frente do Setor Universidade da Arquidiocese do Rio de Janeiro, especialmente na evangelização da Universidade Federal do Rio de Janeiro, não é um apostolado de gabinete, mas de presença, escuta e enfrentamento cotidiano das tensões próprias do ambiente acadêmico contemporâneo.
O autor não propõe fuga. Tampouco propõe confronto estéril. Ele propõe um itinerário. O jovem que percorre estas páginas encontrará um diagnóstico lúcido das tentações mais comuns da vida acadêmica: o relativismo intelectual, a fragmentação interior, o ativismo ideológico desprovido de caridade, a crise afetiva, a solidão e o esquecimento da própria herança espiritual. Contudo, encontrará também o remédio: a vida sacramental, a redescoberta da Tradição, a disciplina da virtude, o silêncio contemplativo e a coragem do testemunho.
Exílio e Missão não é um tratado acadêmico, embora dialogue com o mundo intelectual. Também não é um simples devocionário, embora respire espiritualidade. Ele é, propriamente, um manual de combate — no sentido mais evangélico do termo. Combate interior, antes de tudo. Combate que purifica as intenções, ordena os afetos e fortalece a inteligência. Combate que prepara para a missão. Que cada leitor encontre nestas páginas não apenas argumentos, mas coragem. Não apenas reflexões, mas decisão. E que, fortalecidos pela graça, muitos jovens possam transformar a universidade não pela imposição, mas pela santidade.
Pe. Thiago Azevedo Pereira
Vigário Episcopal para a Educação
Arquidiocese do Rio de Janeiro
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Muitos teólogos e estudantes de teologia se perguntam sobre a necessidade de se levar a cabo estudos filosóficos no estágio preparatório para as disciplinas propriamente teológicas. Os que defendem esta perspectiva geralmente argumentam que a razão humana é muito falha, bastante limitada, que há um descompasso intransponível entre a Perfeição de Deus e a imperfeição humana. Além do que a vontade do homem, marcada pelo Pecado Original, acaba por confundir os ajuizamentos racionais do homem, tornando-o presa fácil do erro e de suas paixões. Afirmam também que não veem razão para investir tanto esforço e tempo nas questões filosóficas, se a fé é caminho suficiente e mais perfeito na formação humana. Alguns dizem mesmo que para eles “basta a Palavra”. Todavia, esta perspectiva teológica anti-filosófica, expressa aqui em alguns dos seus aspectos mais marcantes, já está em si mesma repleta de características filosóficas como, por exemplo, o pessimismo relativo ao que a razão humana pode ou não pode conhecer; a suposta incompatibilidade entre a fé e a inteligência, criadas por Deus; a repisada tese da malevolência da matéria; a suposta impossibilidade de saber algo sobre a natureza da divindade, dentre outras. Enfim, a posição teológica que rejeita de modo absoluto toda e qualquer reflexão filosófica como ferramenta reflexiva utiliza-se, ainda que a contragosto, de princípios filosóficos bastante determinados. Com efeito, mesmo a contragosto, sustentar uma teologia sem filosofia é já uma postura repleta de premissas filosóficas e, por isso, contraditória.Eis a razão desse pequeno livro. Ele é uma guia para novatos em filosofia, mas que se interessam por temas de religião e cristianismo.
