Papa Bento XVI - Crises Vocacionais e Sofrimento
- Robson Oliveira

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Crises Vocacionais e Sofrimento
Papa Bento XVI
"Hoje chega-se à crise no momento em que se vê a diversidade dos temperamentos, a dificuldade de se suportar todos os dias, durante toda a vida. No fim, decide-se: separamo-nos. Compreendemos precisamente destes testemunhos que na crise, no superar o momento em que parece que não se suporta mais, na realidade abrem-se novas portas e uma nova beleza do amor. Uma beleza feita só de harmonia não é uma verdadeira beleza. Falta algo, torna-se deficitária. A verdadeira beleza precisa também do contraste. O obscuro e o luminoso completam-se. Até as uvas, para amadurecer precisam não só do sol, mas também da chuva, não só do dia mas também da noite.
Nós mesmos, sacerdotes, quer jovens quer adultos, devemos aprender a necessidade do sofrimento, da crise. Devemos suportar, transcender este sofrimento. Só assim, a vida se torna rica. Para mim tem um valor simbólico o facto de que o Senhor tenha eternamente os estigmas. Expressão da atrocidade do sofrimento e da morte, agora elas são selos da vitória de Cristo, de toda a beleza da sua vitória e do seu amor por nós. Devemos aceitar, quer como sacerdotes quer como esposos, a necessidade de suportar a crise da alteridade, do outro, a crise na qual parece que não se possa continuar a estar juntos. Os esposos devem aprender a caminhar juntos, a amar-se de novo, num amor muito mais profundo, muito mais verdadeiro. Assim, num caminho longo, com os seus sofrimentos, o amor amadurece realmente”.
Fonte: BENTO XVI. Discurso durante o Encontro com os Sacerdotes da Diocese de Albano (Itália). 31 de Agosto de 2006.




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