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Literatura Fantástica

Bruxas, feras, monstros; poções, varinhas de condão, sapos. Dragões! Ao descobrir o conteúdo da literatura fantástica – ou fantasia, como alguns preferem – ouve-se já a resistência aos seus temas e conteúdos. Argumentam que o objeto da literatura fantástica é uma fuga, escapamento. Alguns sustentam que o fim da literatura é inserir o leitor na vida, das questões profundas, nos temas densos. Dizem que os contos de fada alienam, fazem com que seus leitores percam contato com a realidade. Mas eles estão enganados.

É inútil tentar provar a existência de dragões. Eles existem. E por mais que a racionalidade literária contemporânea pretenda desconsiderar a literatura fantástica, alegando que seus relatos infantilizam o leitor, ou que enfraquecem o discurso que realmente importa – o político –, o fato é que os contos de fada nunca foram abandonados pelo literato. O mais grave, contudo, não é a desqualificação imposta a esse tipo de discurso literário. O pior é reconhecer que seus críticos não entendem que o fim dos contos não é convencer a criança de que dragões existem. Como disse Chesterton, isso elas já sabem.

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